Journaling: por onde começar?

Se nunca experimentaste documentar a tua vida e libertar os teus pensamos na forma de journaling, provavelmente deverás estar a questionar-te “por onde começo?”

Pois, bem, eu estou cá para isso! Vou explicar-te muito brevemente do que precisas para dar início à tua mágica e transformadora prática de journaling.

Antes de mais, aqui vai novamente esta frase com a qual te vais cruzar muitas vezes aqui pelo Blume Journaling:

No Journaling não há regras excepto aquelas que tu criares.

Ou seja, é tudo arbitrário, moldável e transmutável. Tu é que decides que rumo e forma dar à tua prática de journaling. Posto isto, vamos lá listar aquilo de que precisas para começar.

1. Algo em que escrever

Em papel ou formato digital. Quando penso em journaling, penso em papel, mas – lá está – cada um é que sabe que meio prefere. Sei que escrever em papel é muito bonito e romântico, mas se à partida sabes que é algo que vais abandonar ao longo do tempo e preferes escrever no telemóvel ou no computador, força! Não há formas inválidas de praticar journaling.

2. Algo com que escrever

Uma caneta ou computador/telemóvel para quem prefere praticar journaling digitalmente. Só não aconselho um lápis, porque com o passar dos anos vai deixar de ser ler nas páginas e o nosso objectivo é manter as nossas memórias para sempre nos nossos cadernos, certo?

Na minha opinião, a escolha da caneta é importantíssima. Se fores como eu, não gostas de escrever no journal com várias canetas diferentes. Eu prefiro ter uma ou duas canetas com as quais escrevo bem, de forma fluída e que me ajudam a ter uma boa caligrafia. Claro que uma simples caneta não faz milagres, mas ajuda muito!

Eu costumo usar a Stabilo preta ou a caneta Legami preta (com o panda, que é vendida na Fnac), que dá para apagar com a ponta caso me engane.

3. Decidir o tipo de journaling com o qual te identificas

Sim, há vários tipos de journaling! Podes preferir a escrita fluída ou o bullet journaling, por exemplo. O bullet journaling tem como propósito a organização de tudo: do trabalho, às tarefas diárias e às pequenas coisas como listas de compras.

No meu caso, eu prefiro separar estas duas realidades. Prefiro usar o meu Passion Planner para organização e o meu caderno para a minha prática de journaling.

Na minha prática de journaling, faço escrita fluída, com citações pelo meio e com colagens mais criativas. É uma coisa nova que tenho vindo a integrar no meu journaling e estou a adorar! Não há nada como experimentar. Até há pouco tempo escrevia de forma seguida no caderno e, agora, descobri que prefiro intercalar com umas saídas mais criativas.

Permite-te explorar, experimentar e testar! 

Até lá, vou deixar-te uns vídeos sobre bullet journaling e sobre journaling criativo em baixo para te ajudar a decidir.

Creative Journaling

Bullet Journaling

4. Coleccionar memórias

Se fomos a uma peça de teatro inesquecível, vamos colar o bilhete no journal. Se fomos ao cinema com alguém importante para nós ver um filme que nos marcou, vamos colar esse bilhete também. Um passeio na natureza num dia particularmente inspirador para nós? Porque não colocarmos umas folhas lá também?

Experimenta incorporar estas pequenas memórias físicas no teu journal; elas também contam uma história e, por vezes, não são precisas palavras para evocar sentimentos e despertar memórias. É também uma forma de enriquecermos a nossa experiência de journaling. Sou muito fã deste método de coleccionar memórias! Claro que não é obrigatório nem sequer um passo necessário para começares a praticar journaling, mas é uma boa dica!

5. Começar

Sei bem o que é sentir-me meio paralisada sem saber por onde começar quando tenho um caderno novo, impecável e que escolhi a dedo especificamente para esta finalidade. Quando assim é, parece que tudo tem que ser perfeito. Mas, sabes? Não tem. O que importa é começar.

Se, como eu, viste centenas de vídeos no Youtube que mostram journals lindíssimos cheios de arte lá dentro e começas a pensar que nunca irás conseguir fazer nada parecido, aqui vai: se calhar não vais mesmo! Mas qual é o problema? Eu, pelo menos, não consigo desenhar nada de jeito e não sou nada artística desse ponto de vista. Mas faço o que posso com colagens, carimbos, aguarelas (só cor) e com o que tenho ao meu alcance que não implique grandes dotes de artista plástica.

Não deixes que a procura pela perfeição te intimide de forma a pores de lado o início desta prática que pode vir a ser tão transformadora para a tua vida!

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